Sobram vagas de trabalho

Vilhena, uma das cidades que comercialmente mais cresce no Estado de Rondônia, tem sofrido com a falta de mão-de-obra qualificada para atender as oportunidades de emprego existentes no mercado. Embora a cidade de acordo com o Cadastro Geral do Trabalho formal do Ministério do Trabalho (MT) tem registrado um saldo negativo em média de 1 % nos últimos três meses.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACIV) Vilmar Saúgo, garante que as vagas de empregos existem no mercado, “nós da associação sentimos que há vagas no comércio, mas diariamente eu escuto muita reclamação dos empresários alegando que esta difícil encontrar mão-de-obra especializada”. Segundo Saúgo, a associação deverá implantar um banco de talentos, justamente para atender os associados.
Através do Banco de Talentos será possível ACIV, cadastrar os currículos que atendem as exigências do mercado, ou seja, as pessoas realmente qualificadas, “só vamos cadastrar os currículos após consultar todas as referências pessoais dos candidatos e depois passarem por uma entrevista psicológica, aí sim este candidato aprovado seu currículo será incluído em nosso banco para ficar disponível no site para que todos associados consultem”, finaliza Saúgo.
Já para o gerente da Agência do Trabalhador Faiçal Akkari, o mercado empregatício em Vilhena, tem melhorando muito no último semestre, embora os dados do MT não comprovem. Segundo Akkari em média diariamente a agência oferta 25 vagas por dia e algumas vagas ficam semanas expostas, sem encontrar mão-de-obra qualificada para preenchê-la, porque geralmente as vagas exigem nível superior completo, e o banco de currículo possui poucos candidatos com este perfil. Para Akkari, além de formados, há um grande déficit de candidatos para preencher as vagas de vendedor no comércio, “temos pessoas que se classificam como vendedores, mas quando vão à entrevista pessoal são todos reprovados, e hoje acho que é um das áreas que mais esta contratando, mas falta mão-de-obra qualificada”, finaliza.
A falta de profissional qualificado para vendas pode ser notada na procura por cursos em escolas profissionalizantes. Segundo a empresária Gisele Paquer, os profissionais acreditam que para se vender basta ter uma boa comunicação e se esquecem de se aperfeiçoarem e estudarem, “nós temos curso de vendas, e tem turma que é difícil fecharmos, porque os alunos acreditam estarem prontos e não identificam que vender é uma arte e que exige técnicas e principalmente um aperfeiçoamento diário”, finaliza. Atualmente em Vilhena existem duas escolas que oferecem o curso específico de vendas e nas duas escolas os diretores informam que a procura não ultrapassa 60 candidatos interessados a cada quatro meses. Os interessados que queiram se aperfeiçoar pode procurar as escolas e se preparar para estar apto a uma vaga de vendedor o investimento para o curso em média de R$ 250 nas escolas.